Governo são-tomense apresenta e discute medidas de austeridade com as Centrais Sindicais

São Tomé07Fev-(Jornal31) – O Governo são-tomense e o Conselho de Concertação Social começaram a discutir esta segunda-feira (06.02) os mecanismos para mitigar os efeitos das medidas de austeridade por causa da crise económica e financeira que o País atravessa.

Costa Carlos, Secretário-Geral da União Geral dos Trabalhadores de São Tomé e Príncipe/Central Sindical (UGSTP/CS), o governo liderado por Patrice Trovoada, traçou a radiografia sobre a situação económica e financeira em que se encontra o País e igualmente o plano de austeridade a ser implementado.

A subida de preço dos combustíveis e a implementação do imposto sob valor acrescentado IVA e a reposição das reservas externas que atingiram o nível critico, redução das despesas no na administração publica e nas empresas publicas são dentre várias medidas a serem adotadas em breve, segundo o executivo.

Primeiro-Ministro são-tomense discuti plano de austeridade com as Centrais Sindicais do País

“Não podemos perder de vista que o aumento de combustíveis é um indicador bastante mau para nossa vida cotidiana. “enfatizou o sindicalista.

“Sabe-se que aumenta combustível, aumenta aumento todos os outros “recordou aplaudindo a iniciativa do Governo em conversar com as diferentes classes sociais do País para acautelar possíveis reações negativas decorrentes das medidas que serão implementadas.” explicou Costa Carlos.

Desde início de 2023, que Patrice Trovoada, vem reunindo com as principais classes profissionais da sociedade que o mesmo considera “sensível” nomeadamente dos motoqueiros, dos taxistas, das palaiês (comerciantes de vários tipos de produtos), para acautelar qualquer tipo de crispação e aproveitamento político deste pacote de medidas. 

Subida dos preços de combustíveis terá impacto na cesta básica em São Tomé e Príncipe

“Mas isto não tira enquanto as centrais sindicais a oportunidade de discutir de forma mais técnica e de forma mais personalizada a vida de todos. É o nosso papel e o papel do Conselho de Concertação Social ter esse posicionamento “lembrou no final do encontro que teve lugar no Palácio do Governo.

Costa Carlos, antevê que o futuro dos são-tomenses é “comprometedor” e assegura que “a nossa preocupação essencial é saber o quê pode acontecer na vida do trabalhador para o ano económico de 2023”.

Aumento salarial não está garantido em finais de Março as centrais sindicais saberão.

“Algum tempo a esta parte temos tido uma serie de reivindicações nomeadamente salarias” frisou Costa Carlos que entende que é preciso” conter ânimos que fomos acumulando nos últimos anos”.

Em março próximo avançou Costa Carlos que o orçamento geral do estado (OGE) estará concluído, e considera que em finais de fevereiro, o aumento salarial será discutido.

“Essa é uma questão que haveremos de falar” disse Costa Carlos que é igualmente Secretário-Geral da União Geral dos Trabalhadores de São Tomé e Príncipe/Central Sindical (UGSTP/CS).

Por Ramusel Graça

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