Nações Unidas financiam sistema de irrigação em Camavo

São Tomé,14março2023- (Jornal31) -Dentro de três mêses, os agricultores de Camavo, uma região que já foi no passado um celeiro de produção de milho e hortaliças em São Tomé vão ser contemplados com o sistema de irrigação. O investimento de 1 milhão de dólares é das Nações Unidas, que pretendem que aquela região contribua no aumento hortaliças no mercado a preços baixos.
Camavo em (1982-1983) foi a maior produtora de milho que abastecia o País e a principal fonte de alimentação animal para os projetos de criação bovina, suína e de galinhas poedeiras que existiam na altura no arquipélago de São-Tomé.
Com a privatização agrícola e distribuição de parcelas de terras, o sistema de irrigação de Camavo desapareceu tendo resultado na diminuição da produção.

Volvidos vários anos depois, as Nações Unidas decidiram recuperar a boa fama desta região agrícola que Camavo representou no passado, investindo no sistema de irrigação e drenagem.
“Sem água desmoraliza, nós trabalhamos mas sem rendimento”, afirma Tomé Ferreira, horticultor de Camavo.

Com a falta de água, muitos agricultores venderam os seus lotes de terra e outros abandonaram-no. Os que resistem a escassez de água dedicam culturas em sequeiros.
“A vida aqui é difícil nós dependemos das chuvas e mesmo com as chuvas não poder ser torrencial tiramos pouco milho, não cultivamos nada”, diz Tomé Ferreira
Camavo está perto do rio Manuel Jorge, um dos maiores de São Tomé. Neste local vai ser erguido um depósito enorme de armazenamento de água e a distribuição de água as parcelas agrícolas e hortícolas dependerão da energia solar.
“Vai se fazer um sistema de captação, com uma bomba eléctrica para o qual vai se utilizar energia solar. Em cima do reservatório vai estar um painel solar que vai mandar energia para o fundo para o rio. Vai construir um poço ao pé do rio com algum moreto de protecção” afirmou Cesaltino Fernandes, coordenador do escritório da ONU Habitat em São Tomé e Príncipe.

Este projeto é financiado por quatro Agências das Nações Unidas, o engajamento financeiro para o efeito foi alcançado em 2023.
“Sem obviamente que vocês não conseguem produzir. O outro problema que enfrentam é o problema da inundação durante o período devido a ausência de um sistema de drenagem que possa permitir a drenagem aqui dos campos agrícolas. Explicou Edna Pérez, coordenadora do escritório do PAM (Programa das Nações para Alimentação) no arquipélago de São Tomé.

As obras do sistema de irrigação para a comunidade agrícola de Camavo, estarão concluídas em dentro de 90. As Nações Unidas estimam que os próximos anos de serão de grande disponibilidade de alimento a preços baixos no mercado com finalidade de garantir a segurança alimentar e nutricional da população.
Por Ramusel Graça
É disto que precisamos. Mais produção, de forma a fazer baixar os preços dos produtos produzidos localmente.
Precisamos também de, acrescentar valores aos nossos protudos, falo da transformação dos mesmos.
Obrigado por acreditar em nós. Juntos conseguimos