Lucas reclama a sua inocência e revela segredos de 25 de novembro

São Tomé,31mar2023 -(Jornal31) – Bruno Lima, o único sobrevivente que fazia parte dos quatros invasores ao Quartel das Forças Armadas, revelou segredos do Golpe de Estado, e reclama a sua inocência.

Um vídeo capturado nas instalações da penitenciaria de São Tomé e que circula nas redes socias em que o recluso Bruno Lima, vulgo Lucas, fala em primeira pessoa do seu envolvimento neste caso, explica entre linhas como chegou ao quartel do Morro.

Lucas conta que “foi forçado a entrar no carro” por quatro velhos amigos, no bairro do hospital, na noite de sexta-feira, onde teria saído de casa após um desentendimento com a sua esposa para se divertir na “noite jovem”.

Recluso Bruno Lima, vulgo Lucas abre o jogo e diz que foi coagido a ir para o Quartel das Forças Armadas

Prosseguiu dizendo que “de tanta insistência os quatro indivíduos” lhe obrigaram a dirigir a viatura até as imediações do quartel, lugar onde segundo explico ter começado o massacre.

Eu sofri demais. Bateram-me com bico da arma por trás da coluna. Chutaram-me pior do que uma bola. Deram-me muita purrada. Na casa de Arlecio Costa ao subir a carinha o quando subi os carros pontearam-me e atingiu-me no testículo. Agente da polícia portuguesa quando chegou confirma o estado do meu testículo.”

Quartel do Morro de São Tomé

Segundo ele os maus-tratos começaram nas medicações do quartel e já dentro das instalações aumentaram o nível de tortura. Lucas, diz que é “inocente” não obstante ter confessado a sua inocência durante o interrogatório no quartel os maus-tratos continuaram de forma insistente e demorada.

“Quando eu apanhei essa pancada, estive a sangrar Virgílio perguntou bateram ele porquê outras pessoas que vocês já foram buscar se ele está a colaborar estão a batê-lo porquê. Qual é o vosso objetivo que eu não sei”?

Lucas é uma das figuras chave no processo de Subversão da Ordem Constitucional registada na madrugada do dia 25 de novembro em São Tomé e Príncipe.

Um caso que há quatro meses tem concentrado atenções da população de São Tomé e Príncipe em geral e da classe política em particular.

Por Ramusel Graça

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