Governo são-tomense anuncia medidas para conter a escalada da subida do custo de vida

São Tomé, 30maio2022-(Jornal31) -O primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus, anunciou uma séries de medidas, para aliviar a escalada do custo de vida, resultante da crise internacional.
Após cinco meses de negociações, o novo salário minino nacional no valor de duas mil e quinhentas (2500) dobras, equivalente a cento e dois (102) euros, entram em vigor no próximo mês de junho. Uma medida que vai abranger, apenas aos funcionários públicos.
Em conferência de imprensa dada esta quarta-feira (24.05), o primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus, disse que prevê que a inflação irá disparar de forma “descontrolada.”
“Precisamos de transformar acrescentando valores, só aumentar o salário não é suficiente quando a inflação está a subir”, referiu Jorge Bom Jesus, que assegurou por outro lado que” as finanças estão a cobrar os impostos aos proprietários de médias empresas.”

“Já orientamos a DERCAI (autoridade de regulação e inspeção de atividades económicas), para estarem vigilantes aos especuladores dos preços, salientou o primeiro-ministro.
Os preços dos produtos que compõem sobretudo a cesta básica em São Tomé e Príncipe (farinha de milho, arroz, açúcar, feijão, óleo) subiram em consequência da invasão da Ucrânia pela Rússia.
A par desta medida, disse Jorge Bom Jesus, o governo está em conversações com a Agripalma, produtora de óleo de palma no sentido de vender o produto a 22 dobras o litro.
O valor de aquisição do passaporte vai também diminuir. Um estudo para o efeito, está em curso, adiantou Bom Jesus, que acrescentando que, de igual modo “os preços dos medicamentos nos centros e postos de saúde vão baixar.
“A ideia é sobretudo uniformizar os preços. O hospital central tem a sua especificidade, vamos ver que intervenções a realizar”.
As pensões de reforma mais baixas anunciou Jorge Bom Jesus, vão subir um pouco mais, sem precisar, no entanto, o valor, tendo alertado na ocasião que um estudo para o efeito foi encomendado pelo governo.
Por Ramusel Graça
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